terça-feira, 5 de abril de 2011

Robozinho do GTalk prevê o tempo e faz buscas

por Mauricio Moraes
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Não, não se trata de uma pegadinha atrasada do 1º de abril. O Google criou um robozinho no Google Talk que faz diversas tarefas, inclusive traduções e pesquisas na web.
Para usar o Google Talk Guru, basta adicionar o endereço guru@googlelabs.com entre os seus contatos do GTalk. Com ele, é possível ver informações sobre resultados de partidas esportivas, consultar a previsão do tempo para uma cidade, ver a definição de uma palavra, traduzir uma frase ou buscar algum termo pelo Google. Por enquanto, ele só se comunica em inglês. As consultas ao guru podem ser feitas da seguinte maneira:
1) Previsão do tempo: digite weather . Exemplo: weather Sao Paulo
2) Resultado de jogos (parece que só funciona com times do campeonato inglês: escreva score . Exemplo: score Liverpool
3) Definição de uma palavra: basta teclar define ou d . Exemplo: define robot
4) Tradução: é só digitar translate from to ou  apenas t from to . Se você omitir o trecho “from ”, o robô tenta detectar em que idioma foi escrita a frase – nem sempre funciona. Exemplo: translate livraria from Portuguese to French.
5) Busca: o procedimento é bem parecido com os anteriores. Digite web . Exemplo: web Barack Obama.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

50 coisas que qualquer nerd deve fazer antes de morrer

Por PC World/US

Você prefere construir um robô de lego a escalar o Monte Everest? Zerar o Angry Birds em vez de pular de paraquedas? Veja a nossa lista geek.

Todo mundo tem uma lista de tarefas a completar. Não aqueles afazeres de todos os dias, mas aquelas aventuras que sonhamos em fazer um dia, antes de partir. Bem, em geral, esse inventário é composto por viagens, refeições, epifanias, mas e quanto aos nerds? Será que eles não têm alguns objetivos mais, digamos, inusitados?
Que tal em vez de escalar o Monte Everest, bater o recorde mundial no Donkey Kong? Ou dispensar o Machu Picchu, pois o que importa mesmo é construir seus próprio PC? Aqui na PC World – americana – resolvemos montar uma lista nerd, a partir de perguntas feitas aos funcionários.
Dividimos em cinco categorias: computadores, mobilidade, games, hacker e turismo tecnológico. Eis o resultado:

Computadores (David Law, repórter da PC World)
  • Aprender a programar.
  • Testar um sistema operacional open source.
  • Configurar meu sistema em dual-boot.
  • Ensinar uma criança a usar o computador.
  • Ensinar um parente a consertar um computador.
  • Construir um computador a partir de peças de reposição.
  • Começar meu blog Tumblr.
  • Usar três monitores para a mesma máquina.
  • Transformar o PC em um media center.
  • Configurar outro media center para colocá-lo em meu carro.

Mobilidade (Armando Rodriguez, repórter de mobilidade da PC World)

  • Ter o controle total sobre o sistema do celular (root).
  • Testar todas as plataformas móveis.
  • Desenvolver meu próprio aplicativo.
  • Ter uma bateria para smartphone que dure o dia inteiro.
  • Controlar tudo na minha casa com o celular.
  • Completar uma ligação no iPhone sem que ela caia.
  • Zerar o Angry Birds, com três estrelas em todas as fases.
  • Encontrar um bom jogo para meu smartphone que não seja um clone de Angry Birds, Fruit Ninja ou Cut The Rope.
  • Desenvolver um game para iPhone que se torne o mais vendido da App Store.
  • Tornar-me um mestre na arte de digitar em teclado virtual (sem usar o corretor automático).

Games (Nate Ralph, repórter de desktop da PC World)

  • Passar pelo dia nove no Starcraft II
  • Participar de um ataque conjunto no World of Warcraft.
  • Ganhar um jogo na Paciência.
  • Desenvolver uma máquina de realidade virtual para jogos de tiro em primeira pessoa – e jogar todos os games do gênero nela.
  • Zerar algum Metal Slug em menos de três meses.
  • Ganhar no Campo Minado em menos de um minuto.
  • Participar ou organizar uma festa em uma Lan House.
  • Zerar o Doom II.
  • Criar o meu mapa para Starcraft ou algum outro game de tiro em primeira pessoa.
  • Participar de uma campanha no Dungeons & Dragons.

Hacker (Nick Mediati, especialista da PC World em segurança, navegadores e sistemas operacionais)

  • Fazer parte de uma comunidade hacker.
  • Aprender a soldar.
  • Programar em BASIC.
  • Aprender a usar o Arduino.
  • Imprimir alguma coisa em 3D.
  • Construir um robô (não precisa ser sofisticado como este)
  • Construir um robô com peças de lego.
  • Instalar o Android em qualquer dispositivo imaginável.
  • Criar um hack para o Kinect.
  • Criar um computador que possa ser usado como roupa ou um relógio de pulso que vire um computador.

Turismo Tecnológico (Alex Wawro, editor assistente da central de testes da PC World)
 

Quatro erros muito comuns que as empresas cometem no Twitter


Por CIO / EUA

Publicada em 08 de fevereiro de 2011 às 09h00

Invadir a rede de microblogs com uma marca sem dispor de qualquer planejamento e abandoná-la depois são alguns deles.

Muitas empresas que adotam o Twitter como plataforma de comunicação, percebem logo nos primeiros meses o exponencial crescimento de seguidores. Porém, depois de algumas semanas de sucesso, alimentando o canal com informações diárias, atualizadas e primando pela comunicação em mão dupla, veem o clima esfriar, os RT´s pararem... Tudo por que o responsável pelo Twitter mandou a última mensagem na segunda-freira passada.
Tome note: 73% das empresas mais importantes no ranking da publicação norte-americana Fortune mantém contas no microblog. Mas maioria dessas contas está paradas – sem qualquer atualização faz meses.
As explicações para desistência do canal de comunicação de 140 caracteres são muitas; mas esses quatro erros de postura na mídia social estão entre os mais comuns:
1. Falta de planejamento
Invadir o Twitter com uma marca sem dispor de qualquer planejamento é o maior erro das empresas. A autora do livro The Social Media Survival Guide (Guia de sobrevivência em mídias sociais), Sherrie Madia, sugere que as empresas pensem bem sobre seus objetivos ao ingressarem no Twitter. “Não é um ambiente onde se entre e as variáveis sejam as planejadas – é muito dinâmico. Esteja preparado para mudanças de rumo”, diz.
2. Alimentar com novidades
“Empresas costumam se perder no Twitter quando não desenvolvem conteúdo que seja realmente atraente para os seguidores. Você criou uma fera que agora deve ser alimentada”, alerta Sherrie.
Sobre o tipo de conteúdo a ser criado e a periodicidade de sua publicação, a autora sugere que a atribuição de tweets seja bem definida para que eventuais projetos não interfiram na tarefa constante de distribuir esse conteúdo via twitter. “Às vezes pode ser razoável atribuir essa tarefa a um colaborador externo”, diz.
Leia também: Twitter: 95% dos usuários têm menos de 500 seguidores
3. Pressa para lucrar
O Twitter é, sem dúvida, um espaço convidativo e de fácil participação – tecnicamente. Possivelmente essa característica imprime na empresa a sensação de retorno rápido e igualmente descomplicado.
“Em determinados casos pode haver um razoável retorno no curto prazo. Vídeos virais são um bom exemplo disso; ainda assim, são exceção, não regra. Ter uma audiência considerável no twitter leva tempo”, diz Sherrie.
4. Linguagem apropriada
“Seguidores do Twitter são pessoas e insistem em aproximação igualmente pessoal e autêntica”, diz a autora. Segundo Sherrie, outro grande erro cometido pelas empresas é se esconderem atrás de uma barreira corporativa.
“É essencial fazer com que sua audiência se sinta envolvida na história da marca que  decide seguir. Tal envolvimento é conquistado com engajamento pessoal, deixando o jargão comercial fora da conversa”, finaliza.
(Krisitn Burnham)

A era da transparência: mobilizações de uma geração conectada


A sociedade está passando por fortes transformações no campo da transparência, da privacidade e da cidadania e os jovens têm liderado esse movimento com a ajuda da internet, um ambiente livre em que informações das mais diversas fontes circulam. É documental, assim como diz a expressão “uma vez na rede, sempre na rede”.
Nesta era de dados que trafegam na velocidade da luz ainda estamos tentando compreender o que se faz com tanta informação, principalmente quando ela é capaz de derrubar regimes e sistemas complexos estabelecidos há anos. Este tema esteve bastante presente no TED 2011, evento em que Wadah Khanfar, diretor da Al-Jazeera, falou sobre a revolução na Tunísia e como a transparência dos acontecimentos via disseminação da mensagem pela televisão e outros meios ajudou a dar força ao movimento.
“Uma nova geração conectada e inspirada por valores comuns criou uma nova realidade para nós. Estamos testemunhando história, o nascimento de uma nova era”, declarou Khanfar.
Wael Ghonim, gestor de marketing e gestor regional de produtos do Google, também esteve no TED. Ghonim teve papel-chave na mobilização via redes sociais que acelerou a queda do ditador egípcio e é um exemplo marcante do nascimento desta nova era.”Não houve um herói, porque todos foram heróis”, disse. “O poder das pessoas é muito mais forte do que as pessoas no poder”.
Três casos recentes nos fazem refletir sobre como as transformações tecnológicas e redes sociais estão catalisando esse processo de busca dos indivíduos pela transparência. Quando o presidente mundial do Burger King, o brasileiro Bernardo Hees, fez comentários depreciativos sobre as mulheres e a comida britânicas em uma palestra para estudantes no EUA, a polêmica correu o mundo após publicação em um jornal estudantil de Chicago, da universidade para o mundo. Ou quando os alunos da tradicional escola Arquidiocesano de São Paulo se mobilizaram contra o aumento dos salgados na cantina, com direito à hashtag #abaixoacalu que, por cerca de 24 horas, foi um dos assuntos mais comentados do Twitter, como mostra o vídeo abaixo.
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, enfrentou uma manifestação em Paris, onde um grupo de brasileiros rebatia o aumento das passagens de ônibus em São Paulo como solidariedade aos familiares e colegas da terra natal. Em Paris, os manifestantes diziam: “a vergonha que foi o aumento das tarifas em São Paulo agora ficará conhecida em todo o mundo”.
Essa era da transparência encontrou a grande mídia e gerou calorosas discussões recentemente a partir do caso Wikileaks, exemplo de como a geração conectada cresceu em poder ao usar a web como aliada. Abaixo, um infográfico sobre o que o vazamento de poderosas informações implicou na economia, política e leis de todo o mundo, bem como sua importância e futuro. A partir disso, questionamos: com uma sociedade cada vez colaborativa e em rede, será que casos como esse serão a coisa mais natural nos próximos 10-20 anos?

TOP Aplicativos para smarpthones Android para o mês de Março

Bruno Martinez | 
 
Segue a nossa tradicional lista de aplicativos recomendados para smartphones Android para o mês de Março-2011. Todos são ótimas adições ao seu smartphone, porém não podemos deixar de destacar os novos SPB Shell 3D e o Launcher 7, dois novos launcher apps que transformam totalmente a sua tela inicial, e o N64oid, um emulador de jogos do Nintendo 64 (N64). Veja abaixo:
  • Firefox  – browser (navegador de internet).
  • SPB Shell 3D – App Launcher (aplicativo que controla a sua tela incial).
  • Angry Birds – Este, sem dúvida, ainda é o melhor game para smartphones. 
  • AppBrain App Market – sem dúvida, uma excelente loja de aplicativos alternativa ao Android Market.
  • Asteroid Belt – Live Wallpaper (papel de parede animado) com recursos tridimensionais.
  • Barcode Scanner – leitor de códigos de barras.
  • Banco do Brasil – app para gerenciamento da sua conta. Possibilita transferências e até pagamentos com códigos de barras (via câmera).
  • Banco Itaú - app para gerenciamento da sua conta.
  • Banco Bradesco - app para gerenciamento da sua conta.
  • BobClockD3 – widget de relógio para sua homescreen.
  • Camera360 Ultimate – até o momento, este é o melhor aplicativo para tirar fotos no Android.
  • Dropbox – aplicativo que sincroniza os arquivos de seu smartphone com seu PC.
  • ES File Explorer – gerenciador de arquivos.
  • Flikie Wallpapers HD – galeria de imagens para uso como papéis de parede.
  • Flow – complemento para melhorar as funções do Facebook em seu aparelho.
  • Foursquare – rede social de recomendações e geolocalização.
  • Google Reader – leitor de notícias da Google.
  • Launcher7 – launcher app que simula a aparência do Windows Phone 7.
  • Mashable – Leitor de notícias.

Android ultrapassa BlackBerry e torna-se maior plataforma móvel dos EUA

Redação do IDG Now!
04-04-2011
Sistema da Google cresce sete pontos e chega a 33% dos smartphones, quatro à frente da RIM, que continua em queda; iPhone tem 25%.

Os mais recentes números do mercado norte-americano de smartphones, divulgados pela comScore, apontam para uma grande mudança. O destaque vai para o Android, que cresceu sete pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, e se tornou a plataforma mais popular dos Estados Unidos. O sistema operacional da Google domina 33% dos dispositivos, quatro pontos percentuais à frente da Research In Motion (RIM), a segunda colocada.
A fabricante do BlackBerry continua em queda. Se em novembro de 2010 seus aparelhos representavam 33,5% do setor, em três meses sua participação caiu para 28,9%. Aparentemente, a fatia que ela perdeu foi quase toda para a Google, já que a Apple, em terceiro lugar com seu iPhone, só cresceu 0,2%, chegando a 25,2%.
A Microsoft, em quarto, não tem tido sucesso em conquistar os americanos com o Windows Phone 7, lançado no país em novembro passado. Seu novo SO pode até estar crescendo, mas não o suficiente para compensar o declínio do defasado Windows Mobile: juntos, eles foram de 9%, em novembro, para 7,7%, em fevereiro – perda que só não foi maior do que a da RIM. Em quinto aparece o falecido Palm, com 2,8%, queda de 1,1%.
A comScore considerou em sua pesquisa apenas usuários com mais de 13 anos. Segundo o instituto, há 69,5 milhões de smartphones nos Estados Unidos.

Celulares
Sobre os celulares – que agregam também os smartphones – o cenário pouco mudou. A Samsung continua líder, com 25% - alta de 0,3% - e a Motorola, em terceiro, foi quem mais caiu: 0,9%, chegando a 16%.
Em segundo, a LG, que continua com 21%. Em quarto e quinto, duas empresas que só produzem smartphones: RIM, com 8,6% - ante 8,8% da pesquisa anterior – e Apple, com 7,5%, alta de 0,9% – o maior crescimento entre as cinco maiores.
De acordo com o estudo, há 234 milhões de celulares no país cujos donos têm mais de 13 anos.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Cuidado com sua reputação online


Por Sarah Jacobsson Purewal, da CIO/EUA

Sua presença digital não é apenas importante, como pode ajudá-lo a encontrar boas oportunidades de trabalho.
Assim que me graduei, em 2009, ouvia sempre a mesma coisa: tome cuidado com o que publica na internet, pois pode prejudicar sua busca por emprego. Minha resposta vinha em tom muito semelhante: sei o que divulgo e duvido que potenciais empregadores vasculhem minha vida online. Além do mais, não trabalho em nenhuma empresa super conservadora.
Foi quando recebi um e-mail. Era de minha mãe e trazia anexa uma imagem minha, nada comprometedora mas, ainda assim, pouco profissional. Pois bem, se minha mãe, alguém que tem conhecimento técnico limitado à cópia e a colagem de texto, encontrou tal imagem, calcule que tipo de informação alguém descolado encontrará sem muito esforço.
Segundo levantamento realizado recentemente pela Microsoft, 70% de todos os RHs já rejeitaram algum candidato com base nas informações disponíveis online. Por outro lado, 86% dos profissionais de RH disseram que boas referência digitais são – mesmo que de forma limitada - um sinal positivo.
Qualquer pessoa com um mínimo de presença digital, mesmo que limitada a um blog anônimo ou ao envio de mensagens do tipo “corrente”, deve verificar seu status no Google de vez em quando.
Seguem algumas dicas de como fazer tal busca:
1. Use as aspas. Aplicando as aspas, você terá certeza de que apenas citações do nome completo sejam exibidas. Apesar de o Google dar preferência por conteúdo exato relacionado à busca, se parte do nome pertencer a um assunto muito relevante, ele pode dar preferência a essa palavra-chave em detrimento a sua maior ocorrência.
2. Faça buscas por conteúdo específico restrito a determinados sites. Isso pode ser feito no Google da seguinte maneira: site:idgnow.com.br nome desejado, por exemplo, para confirmar que Renato Rodrigues, editor do IDGNow trabalha de fato na empresa, pode ser feita a seguinte busca no Google: site:idgnow.uol.com.br renato rodrigues.
3. Use palavras-chave. Possivelmente, os recrutadores busquem por seu nome relacionado a alguma área de atuação ou outra informação relevante. É bastante provável que sejam feitas buscas envolvendo o meu nome e alguma característica. Para se prevenir contra resultados indesejados, é importante fazer uma busca por seu nome mais outros termos menos interessantes, como “foi preso(a)”, “Bêbado(a)” e por aí vai.
Essa também é uma boa maneira de descobrir se você é homônimo(a) de algum malfeitor.
4. O Google é ótimo na hora de averiguar sua presença digital, mas existem outros mecanismos de busca para essa tarefa. Entre esses sites, podemos destacar o Spokeo, o Pipl e o ZabaSearch. Como esses sites apanham da web o que encontram pela frente, eles não mantém nenhuma base de dados sobre as pessoas. Ainda assim, são uma boa fonte de referências. Infelizmente, a maioria deles não é funcional no Brasil. Mas pode ajudar muito se o cargo pretendido for nos Estados Unidos.
5. Verifique o status de seus perfis virtuais. Mesmo que não acredite que sejam exibidos na web, vale a pena. Entre esse perfis, sugerimos verificar o de sua conta no eBay e em fóruns de discussão na web, em que você deixa comentários com alguma regularidade.
Por último, se não for selecionado(a) para uma vaga, sempre pergunte ao recrutador qual foi o motivo. Se ele(a) afirmar que foi devido a alguma mancha em seu CV, poderá ser fácil para você descobrir onde está essa sujeira digital e corrigi-la antes da próxima decepção.
É certo que apenas recrutadores com muita experiência poderão encontrar informações antigas a seu respeito na web, mas isso pode acontecer. Ainda assim, se houver alguma mancha em seu passado que possa ser encontrada na web, é melhor esclarecer a situação ao empregador antes que ele a encontre – é sempre positivo apresentar-se como alguém honesto. Mesmo que a mensagem não seja das melhores, é possível lustrá-la com honestidade.

Redes sociais merecem atenção especial
Algumas empresas da Internet travam uma intensa luta contra o anonimato dos usuários, e, acredite, elas sabem muito sobre você.
O Facebook e o Gmail, por exemplo, requerem seu telefone para verificar a criação de novos perfis.
Também há muitos sites que permitem aos usuários usar as credenciais de seus perfis em redes e mídias sócias para partilhar conteúdo da web. Os botões de curtir ou de tuitar são bons exemplos disso. Se é ou não uma excelente forma de as empresas produtoras de conteúdo ganharem audiência qualificada, por outro lado, põe em xeque a privacidade do usuário de web menos experiente.
Por isso, apesar de parecer óbvio, é muito importante ficar atento ao que você posta nas redes sociais. Vale a pena verificar com calma o tipo de serviço usado para realizar o login no Facebook e em outras redes sociais a partir de sites.
Evite o uso de “single sign-in” ou de logins únicos para as contas do Twitter e da rede social ou conta de email. É importante atentar para isso, por causa de futuros empregadores que podem não ovacionar sua presença em determinados círculos de relacionamento digital.
Outra alternativa é a manutenção de várias contas de email distintas, cada uma com um propósito. Uma dessas contas, pode ser usada apenas para receber informações de seu login em perfis de redes sociais. Não é interessante usar seu email profissional para esse tipo de ação. Costumo usar uma dessas contas de email apenas para realizar o login em sites que, bem sei, irão tentar me enviar mensagens pouco interessantes, e até mesmo spam.

Perfis separados e privacidade
É possível manter várias contas no Facebook, uma particular e outra pública (é necessário registrar um email para cada uma delas). Também existem redes sociais de cunho predominantemente profissional, como o LinkedIn, um dos locais mais apropriados para o usuário manter sua lista de contatos profissionais.
Caso se decida pela criação de vários perfis em redes sociais, evite associar amigos à conta profissional. Por quê? Porque basta um desses amigos estar ligado a outros colegas de profissão para toda a blindagem da rede profissional ir por água abaixo.
É absolutamente crucial verificar como andam as configurações de privacidade nas redes que freqüenta. No Facebook é possível determinar que tipo de contatos podem visualizar as imagens que você postou na rede – não precisam ser acessíveis a todos os seus contatos. O mesmo tipo de configuração de privacidade existe no Twitter, em que você pode definir que apenas seus seguidores tenham acesso aos seus tuites.
Precisão nas informações é tudo. De nada vale apresentar-se como graduado por uma Universidade no LinkedIn e por outra no Facebook. Se optou por mentir, seja, ao menos, consistente.

Use as redes sociais a seu favor
Sua presença nas redes sociais não deve ser tratada como doença contagiosa ou algum defeito. Por vezes, as organizações prezam profissionais íntimos com novas tecnologias e inseridos em ambientes digitais. Paul Garaud, ex-consultor do grupo novaiorquino GMAT, diz que candidatos com alto número de amigos no Facebook são ideais para determinado tipo de atribuição profissional.
“O número de contatos nessas redes sociais, parece ser diretamente proporcional à sua capacidade de organizar eventos estudantis, por exemplo”, responde Garaud, por email. “Todavia”, completa, “essa é uma avaliação secundária, usada como critério de desempate”.
O primeiro passo para usufruir de resultados positivos nas redes sociais é remover tudo que for desinteressante ou negativo. Depois de verificar como anda a sua moral nos sites de busca como o Google, não perca tempo em remover algo que possa denegrir sua imagem. Para tal, pode ser necessário contratar o administrador do site e solicitar a remoção. Existem medidas mais drásticas, como requerer do próprio mecanismo de busca que exclua as páginas com menções negativas sobre você do índice – leva tempo, mas é possível, experimente enviar um email com a solicitação para removals@google.com.
Caso seu nome seja muito comum, pode ser interessante adicionar um termo para se diferenciar dos homônimos. Afinal de contas, um perfil de rede social só será interessante se for possível encontrar a pessoa certa.
Use os canais das redes sociais para disseminar conteúdo voltado ao segmento em que procura atuar. Nessa hora, você começa a se tornar alguém relevante para a indústria prospectada, pois estará partilhando informações importantes sobre uma área específica.
É importante que você comece a alimentar algum relacionamento saudável e respeitoso com a empresa que objetiva. Digamos que queira trabalhar na Oracle. Em vez de ficar sentado, a espera de um telefonema do CEO da empresa, parta para o ataque. Acompanhe sua presença no LinkedIn, a da empresa no Twitter e Facebook, etc. Tal comportamento será um sinal claro de seu interesse pela empresa, e demonstra claramente sua intenção de estar informado acerca de suas atividades.
Quando se está desempregado, a partilha de informações na web se torna ainda mais importante. Ao se manter ativo na rede, mesmo nessa circunstância nada agradável, o candidato exibe estamina, ingrediente essencial em toda pessoa com força de vontade. Como todo o seu comportamento nas redes sociais fica registrado em um histórico, pode ser usado para chancelar sua atividade no segmento, mesmo quando não haja contrapartida direta – o nome disso é caráter.
Sua presença nas redes digitais tem vários aspectos positivos. Denota uma pessoa conectada, com experiência em tecnologia e consciente do que deve e não ser partilhado na internet.
Mesmo bem empregado, jamais abandone o segmento de relacionamento digital ou deixe o compartilhamento de conteúdo relevante aguardando atualizações. Isso não significa que informar seus seguidores sobre assuntos banais como o seu almoço ou, delicados, como problemas de trabalho. Lembre-se: você está inserido em uma corporação. Se não foi fácil entrar, saiba que a porta de saída está escancarada para aqueles que abusarem de seu direito à livre expressão no Twitter, no Facebook etc.