quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, artigo de Antonio Silvio Hendges


Publicado em outubro 17, 2012 por
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Foto: Tamires Kopp/MDA
Foto: Tamires Kopp/MDA

[EcoDebate] O Decreto 7.794 de 20 de agosto de 2012 institui no Brasil a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica – PNAPO que tem como base o artigo 50 da Lei 10.711/2003 – Sistema Nacional de Sementes e Mudas e o artigo 11 da Lei 10.831/2003 que dispõe sobre a agricultura orgânica e prevê a regulamentação e definição das normas técnicas para a produção orgânica e suas estruturas de gestão na União, Estados e Distrito Federal. Os objetivos da PNAPO são integrar, articular e adequar políticas, programas e ações que estimulem a produção orgânica e com base agroecológica, o desenvolvimento sustentável, a qualidade de vida, uso sustentável dos recursos naturais, a oferta e consumo de alimentos saudáveis. A implantação será através de sistemas de cooperação entre a União, Estados, Municípios, organizações sociais civis e entidades privadas.
A Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica define alguns conceitos:
- Produtos da biodiversidade – bens e serviços com origem em recursos da biodiversidade e destinados à formação de cadeias produtivas que promovam a manutenção e valorização das práticas da agricultura familiar e dos empreendimentos familiares rurais (Lei 11.326/2006);
- Sistema orgânico de produção – em que se adotam técnicas específicas, otimizando o uso dos recursos naturais e socioeconômicos disponíveis e o respeito à integridade cultural das comunidades rurais, tendo como objetivos a sustentabilidade econômica e ecológica, proteção do meio ambiente, maximização dos benefícios sociais, minimização da dependência de energias não renováveis, empregando métodos culturais, biológicos e mecânicos, em contraposição ao uso de materiais sintéticos, eliminação do uso de organismos geneticamente modificados e radiações em qualquer fase dos processos de produção, processamentos, armazenamentos, distribuição e comercialização (Lei 10.831/2003, artigo 1º);
- Produção de base agroecológica – aquela que busca otimizar a integração entre capacidade produtiva, uso e conservação da biodiversidade e dos demais recursos naturais, equilíbrio ecológico, eficiência econômica e justiça social;
- Transição agroecológica – processo gradual de mudança nas práticas e manejos de agroecossistemas, tradicionais ou convencionais, por meio da transformação das bases produtivas e sociais do uso da terra e seus recursos naturais, levando à adoção de sistemas de agricultura que incorporem princípios e tecnologias de base ecológica.
As diretrizes da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica são as seguintes:
I – promoção da soberania e segurança alimentar e nutricional e do direito humano à alimentação adequada e saudável através da oferta de produtos orgânicos, agroecológicos, isentos de contaminantes que ponham em risco a saúde;
II – promoção do uso sustentável dos recursos naturais e observação das disposições que regulam as relações de trabalho, favorecendo o bem-estar de proprietários e trabalhadores;
III – conservação dos ecossistemas naturais e recomposição dos ecossistemas modificados através de sistemas de produção agrícola e de extrativismo florestal baseados em recursos renováveis, adotando métodos e práticas culturais, biológicas e mecânicas, que reduzam os resíduos poluentes e a necessidade de insumos externos para a produção;
IV – promoção de sistemas justos e sustentáveis de produção, distribuição e consumo de alimentos que aperfeiçoem as funções econômica, social e ambiental da agricultura e do extrativismo florestal, priorizando o apoio institucional aos agricultores familiares e empreendedores rurais familiares (Lei 11.326/2006);
V – valorização da agrobiodiversidade e dos produtos da sociobiodiversidade, estímulo às experiências locais de uso e conservação dos recursos genéticos vegetais e animais, especialmente àquelas que envolvam o manejo de raças e variedades locais, tradicionais ou crioulas;
VI – ampliação da participação da juventude rural na produção orgânica e de base agroecológica;
VII – contribuição na redução das desigualdades de gênero, por meio de ações e programas que promovam a autonomia das mulheres.
Estão previstos também instrumentos para a implantação e desenvolvimento da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, possibilitando que os agricultores desta modalidade possam planejar a produção, distribuição e comercialização dos produtos com segurança e apoio dos organismos públicos responsáveis e organizações como bancos, seguradoras, qualificação técnica, desenvolvimento tecnológico e acesso aos mercados. Os instrumentos previstos são estes:
I - Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica;
II – crédito rural e outros mecanismos de financiamento;
III – seguro agrícola e de renda;
IV – preços agrícolas e extrativistas, incluídos mecanismos de regulação e compensação de preços nas aquisições ou subvenções;
V – compras governamentais;
VI – medidas fiscais e tributárias;
VII – pesquisa e inovação científica e tecnológica;
VIII – assistência técnica e extensão rural;
IX - formação profissional e educação;
X - mecanismos de controle da transição agroecológica, da produção orgânica e de base agroecológica;
XI – sistemas de monitoramento e avaliação da produção orgânica e de base agroecológica.
O Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica previsto no item I – conteúdos mínimos: diagnóstico da atual situação, estratégias, objetivos, programas, projetos, ações, indicadores, metas, prazos e modelo de gestão e será desenvolvido através de dotações consignadas do orçamento dos órgãos e entidades que desenvolvem programas e ações vinculadas ao plano. A proposta do plano deve ser apresentada pela Câmara Interministerial de Agroecologia e Produção Orgânica – CIAPO composta por dez ministérios, em 180 dias a/c da publicação do Decreto 7.794 em 20 de agosto de 2012.
As instâncias de gestão são duas: a Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica – CNAPO, formada por quatorze representantes de órgãos e entidades do Governo Federal que serão designados pela Secretaria Geral da Presidência da República e complementados através de critérios do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério da Agricultura e Secretaria Geral da Presidência para a designação dos representantes da sociedade civil; e a Câmara de Agroecologia e Produção Orgânica – CIAPO, formada por representantes titulares e suplentes de 10 ministérios, designados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário que também exercerá a função de Secretaria Executiva. As funções destas instâncias de gestão são:
CNAPO – Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica:
I – promover a participação da sociedade na elaboração e no acompanhamento da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica e do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica;
II – constituir subcomissões temáticas que reunirão setores governamentais e da sociedade, para propor e subsidiar as decisões sobre temas específicos no âmbito da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica;
III – propor as diretrizes, objetivos, instrumentos e prioridades do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica ao Poder Executivo federal;
IV – acompanhar e monitorar os programas e ações integrantes do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica e propor alterações para aprimorar a realização dos seus objetivos;
V – promover o diálogo entre as instâncias governamentais e não governamentais relacionadas à agroecologia e produção orgânica, em âmbito nacional, estadual e distrital, para a implementação da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica e do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica.
CIAPO – Câmara Interministerial de Agroecologia e Produção Orgânica:
I – elaborar proposta do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica em cento e oitenta dias da data de publicação do Decreto 7.794 em 20 de agosto de 2012;
II - articular os órgãos e entidades do Poder Executivo federal para a implantação da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica e do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica;
III – interagir e pactuar com instâncias, órgãos e entidades estaduais, distritais e municipais sobre os mecanismos de gestão, implantação e desenvolvimento do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica;
IV – apresentar relatórios e informações para Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica para o acompanhamento e monitoramento do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica.
Os agricultores familiares, os empreendimentos familiares rurais, as associações e cooperativas de agricultores familiares que multipliquem, distribuam, troquem ou comercializem sementes e mudas provenientes de suas atividades estão isentas de inscrição no Registro Nacional de Sementes e Mudas – RENASEM (Lei 10.711/2003, artigo 3º, I-VIII).
Antonio Silvio Hendges, Articulista do Portal EcoDebate, é Professor de Ciências e Biologia, Agente Educacional, assessoria em resíduos sólidos, educação ambiental e tendências ambientais. Emails: as.hendges@gmail.com e cenatecltda@gmail.com
EcoDebate, 17/10/2012
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Casa-laboratório: rumo à autonomia energética residencial



Redação do Site Inovação Tecnológica 
Casa-laboratório: rumo à autonomia energética residencial
A casa-laboratório já incorpora as tecnologias de economia de energia mais tradicionais, como aquecimento de água por painéis termossolares e painéis fotovoltaicos para a geração de eletricidade. [Imagem: NIST]
Autonomia energética
Uma nova casa-laboratório foi especialmente construída para tentar demonstrar que já existem tecnologias capazes de viabilizar casas energeticamente autônomas.
Os engenheiros do Laboratório Nacional de Padronização e Tecnologia dos Estados Unidos querem demonstrar que uma casa comum - sem a necessidade de aspectos ou designs futuristas - pode gerar toda a energia necessária para manter uma família de quatro pessoas.
A casa segue um padrão típico norte-americano, um sobrado com quatro quartos e três banheiros.
A construção já incorpora as tecnologias de economia de energia mais tradicionais, como aquecimento de água por painéis termossolares e painéis fotovoltaicos para a geração de eletricidade.
Lar Doce Lab
O primeiro ano da agenda do novo laboratório está completa, com uma série de testes de softwares de controle e sistemas elétricos e mecânicos, incluindo os necessários para simular a vida normal de uma família composta por um casal e dois filhos.
Essa automação facilitará as pesquisas e permitirá uma comparação direta entre as diversas tecnologias, sem qualquer avaliação subjetiva ou contratempo com os voluntários.
Casa energeticamente autônoma
A casa-laboratório também está sendo interligada à rede elétrica no sentido inverso, para que qualquer excedente de energia possa ser vendido à concessionária.
O objetivo é que a receita oriunda dessa venda seja mais do que suficiente para comprar a eletricidade necessária nos momentos em que a própria casa não consiga gerar o suficiente para atender às necessidades da família.
"Os resultados deste laboratório vão mostrar se o projeto e as tecnologias de uma casa energeticamente autônoma estão prontos para uma vizinhança próxima de você," disse Patrick Gallagher, diretor do NIST.
"Ele permitirá o desenvolvimento de novos padrões de projeto, testar tecnologias emergentes visando a eficiência energética e, esperamos, acelerar sua adoção," concluiu.

domingo, 14 de outubro de 2012

Credibilidade é a base da liderança.


A credibilidade não é validada por você, mas por aqueles que você lidera.
A adversidade e dificuldades põem os liderados à prova, e os liderados também. Tempos atuais exigem ações ousadas e medidas arriscadas, quase sempre sem resultados imprevisíveis. Insanidade é querer resultados diferentes fazendo sempre as mesmas coisas já dizia Albert Einstein. Por isso, todo líder em determinados momentos da estória da empresa, seja por uma oportunidade ou ameaça, precisa solicitar aos liderados que mudem, que se transformem e que façam as coisas de forma diferente. Repetir é preciso, inovar não é preciso.
A adesão a esse “convite de mudança” é diretamente proporcional à confiança que os liderados têm do seu líder. Agora vem a pergunta: o que um líder precisa fazer para que os liderados acreditem nele? A Liderança é algo que vivenciamos na interação com o outro ser humano. A confiança surge da convivência e da coerência, a credibilidade é a base da liderança.
Não são os líderes que decidem quem lidera. São os liderados. As palavras crédito e credibilidade provêm da mesma raiz, credo, que significa “confio ou acredito”. Quando os liderados percebem que seu líder tem credibilidade são muito mais propensos a:
  • Ter orgulho de dizer aos outros que fazem parte da empresa;
  • Ter um forte sentido de espírito de equipe;
  • Ver que seus próprios valores pessoais são coerentes com os da empresa;
  • Sentir ligação e o compromisso com a empresa;
  • Ter um sentimento de “dono da empresa”.
E aqui vai uma Dicaduka: Os lideres são vistos como confiáveis quando se preocupam com os interesses dos liderados. Lembre-se: Os liderados não servem aos líderes; os líderes servem aos liderados. Ambos servem a um propósito comum. Compartilhem diariamente os seus valores.
Mochila nas costas e até a próxima trilha!
Professor Paulo Campos tem 20 anos de experiência em soluções de aprendizagem (Ensinar, Aprender e Liderar). Desde 2000 já realizou mais de 1.200 palestras para 65 mil pessoas nos temas relacionados ao comportamento humano nas áreas de Liderança, aprendizado de adultos e gestão de pessoas. Siga no twitter e seja fã no facebook.

De bem com o próprio bolso


O livro Separe uma Verba para Ser Feliz traz método aplicado em mais de 1 000 pessoas para você ficar em paz com seu dinheiro

Bárbara Ladeia e Danylo Martins (redacao.vocesa@abril.com.br) 

Crédito: Claudio Rossi
O economista Mauro Calil: método inovador no controle das finanças pessoais
Mesmo com pleno emprego e crescimento econômico tímido, mas constante, ainda há um fator que distancia o brasileiro do verdadeiro sucesso financeiro: a intimidade com o próprio bolso. Esse é o principal tema do novo livro Separe uma Verba para Ser Feliz, de autoria do consultor financeiro Mauro calil. Ele apresenta ao leitor o que batizou de método Fast — sigla para os conceitos fazer, antever, salvar e turbinar —, por meio do qual mais de 1 000 pessoas conseguiram bons resultados a partir da aplicação de sua técnica.

“Quero mostrar aqui o caminho para a formação contínua e crescente do patrimônio das pessoas, ensinando estratégias para salvar seu dinheiro do consumo tolo e ainda fazer com que ele se multiplique espontânea e indefinidamente”, afirma. um ponto alto do livro é a defesa da tese de que você não precisa ficar multimilionário para ser feliz com o dinheiro nem adiar seus planos, aguardando até ter uma quantia gigantesca para fazer alguma coisa.

“Precisa, sim, alcançar uma condição em que você não seja mais refém do dinheiro nem tenha de sustentar seu patrimônio”, diz Mauro.

Em entrevista à VOCÊ S/A, o economista traz histórias reais do livro, como a de um empresário que devia 200 000 reais e, um ano depois, estava positivo em exatamente a mesma quantia. Ele fala ainda das novidades e da dificuldade de escrever sobre finanças em uma cultura em que “falar sobre dinheiro é algo nada nobre”.


Como trazer um tema novo para as prateleiras diante de tantos livros de finanças pessoais?
A principal novidade desse livro é o método Fast, que estamos aplicando na academia do dinheiro — escola de investimento da consultoria calil&calil. atualmente a pressa é uma exigência que vem de toda parte, ainda mais quando o assunto é dinheiro. Esse nome veio da sigla composta por fazer, antever, salvar e turbinar.
Já aplicamos essa metodologia nas consultorias, planejamentos financeiros pessoais e familiares e também em cursos que ministramos. Mais de 1 000 pessoas já conseguiram resultados a partir da técnica. Então meus alunos e a própria editora me estimularam a compilar os temas em um livro. a ideia é fazer “cair a ficha” do leitor. Não existe uma única resposta ou fórmula para a ordenação financeira. É uma questão de autoconhecimento e de compreensão de como você funciona em relação às suas contas.


Como fazer o tema não ficar maçante e repetitivo?
Essa é uma dúvida que vem me perseguindo há tempos, mas acredito que a novidade está na forma de falar e nas estratégias do método. Trago histórias reais no livro, como a de um empresário que devia 200 000 reais e, um ano depois, está positivo em 200 000 reais. Também lanço mão de ferramentas mais lúdicas, como o teste que aponta os perfis e a metáfora da caixa-d’água, com um colchão financeiro e controle de escoamento. Tudo isso ajuda o leitor a se conhecer melhor.


Qual dos pontos apresentados no livro você considera mais crítico nas finanças pessoais?
Vejo maior dificuldade das pessoas em antever seus gastos e receitas. antecipar o que vai acontecer com o próprio dinheiro parece bobo, mas é a principal mudança e depende da iniciativa do indivíduo. o restante vem por consequência. Quando há planejamento, você pensa antes de tomar uma decisão financeira. Porém, as pessoas acham o planejamento muito chato e temem ficar escravas das planilhas. Com algumas metáforas eu mostro na prática que quem se organiza tem bons resultados.


Que tipo de metáfora?

O planejamento está em todo canto. Por exemplo, a pasta de dentes e a escova ficam sempre no lugar certo porque alguém anteviu que diariamente isso seria necessário. Outro exercício mais pesado é tentar antever tever o impacto financeiro na vida do seu filho caso decida deixá-lo fora da escola — naturalmente será um fracassado. Ou seja, planejar é algo natural do ser humano, e por que deveria ser diferente em relação ao dinheiro? Seja no cafezinho, seja na compra de um imóvel, se você se planejar, terá ganhos formidáveis.


E dá para cuidar até do cafezinho?
Há quem prefira trabalhar a reorganização financeira nos grandes números, mas eu prefiro justamente os pequenos. Uma conta simples: se você gasta por dia 12,50 reais com um suco, um pão de queijo e um café, ao longo de 262 dias úteis no ano, estamos falando de 3 400 reais. Não é para passar fome, mas se você sai de casa com o café da manhã tomado e toma o café na empresa, economizará o equivalente à entrada de um carro, por exemplo.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Sauna ecológica é convite para relaxar ao ar livre


Sauna ecológica projetada pelo AtelierFORTE

Quem anda estressado, só de olhar a imagem ao lado deve sentir uma leveza no ar. Erguendo-se firme sobre palafitas ao ar livre com vistas para uma espetacular paisagem italiana, a sauna Huginn & Muninn é zero-energia. Ela produz calor seguindo a tradição escandinava, a partir de um forno a lenha que usa madeira local de manejo sustentável.
Projetada e construída pela firma de arquitetura AtelierFORTE, o pequeno refúgio verde tem design inspirado em corvos e nome oriundo da mitologia nórdica, que significa “Pensamento” e “Memória” – como são chamados os dois corvos pertencentes ao deus Odin. Na mitologia, Odin envia seus pássaros para conhecer o mundo e, após retonarem, eles contam tudo o que viram em suas viagens. Negra como um corvo e em forma de pássaro observador, a sauna tem espaço para duas pessoas relaxare e apreciarem, confortavelmente, a vista.

Postes com formas orgânicas abastecidos por energia renovável




 Árvores Solar, do designer Ross Lovegrove


Postes com formas orgânicas abastecidos por energia renovável. Esse é o  futuro da iluminação urbana segundo o designer Ross Lovegrove, famoso por misturar ciência, tecnologia e natureza em seus projetos. Exemplo disso é a monumental árvore solar que brotou em Londres na última semana, por ocasião da Clerkenwell Design Week, uma feira com o que há de mais visionário no setor.
Equipado com células fotovoltaicas que transformam a luz do sol em eletricidade, o poste em formato de árvore vai iluminar a cidade até setembro para homenagear os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Londres, que prometem ser os mais verdes já realizados. A “árvore solar” é constituída por folhas com paineis solares e galhos de LED que acendem automaticamente quando escurece. Sem dúvida, um espetáculo à parte que vale a pena conferir.

Horta de teto


Que tal ter um pequeno jardim pendurado no teto de casa? O designer José de la O criou uma luminária que funciona como uma horta. Apelidada de "Vicky", a peça utiliza uma lâmpada especial que ajuda as plantas crescerem, tornando-se assim um recurso para o cultivo de alimentos em ambientes urbanos que têm pouco espaço. A base do terrário pode ser plantada com uma mistura de solo e musgo, e pode acomodar uma variedade de plantas vegetais de pequeno porte ou ervas aromáticas como alecrim, manjericão ou salsinha.




Luminária e terrário de teto do designer José de la O